Uma semana após ter sido levado por policiais militares e ter desparecido, o lavrador José de Ribamar Neves Leitão, de 25 anos, reapareceu nesta segunda-feira (8), e relatou a tortura que sofreu por PMs em Bacabal - MA.

O grupo é o mesmo suspeito de participar da morte do comerciante Marcos Santos. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA) não se manifestou sobre o caso. O lavrador relatou os momentos de terror que viveu em uma transmissão ao vivo na internet. José de Ribamar afirma que foi levado pelo grupo no mesmo dia em que Marcos Santos foi capturado e que presenciou a morte do comerciante.


Segundo o lavrador, os policiais queriam que ele confessasse que havia praticado um roubo e em seguida, seria morto pelos PMs. José de Ribamar conta que os PMs foram até o seu local de trabalho e o atraíram para uma emboscada.

Ao chegar ao local, os policiais o pressionaram para confessar que havia roubado carneiros. Ele negou o crime. Em seguida, o lavrador foi espancado, teve as pernas e os braços amarrados e foi jogado no porta malas do carro onde estavam os policiais.

Vítima: Marcos Santos 

Morte do comerciante

Durante a entrevista, José de Ribamar relatou os últimos momentos do comerciante Marcos Santos. Segundo o lavrador, ele estava no porta malas do veículo dos policiais, que aparece chegando na casa de Marcos Santos. Ele afirma que presenciou todas as agressões sofridas pela vítima, até ele ser morto pelos PMs.

Suspeitos

Investigações

O advogado do lavrador, Bento Vieira, disse que por segurança, José de Ribamar foi levado para o escritório e só deve sair de lá após ele ser ouvido pelo secretário estadual de Segurança, Jefferson Portela.

Os cinco policiais envolvidos no crime estão presos no presídio do Comando- Geral da Polícia Militar. Eles foram identificados como tenente Pinho, o sargento Custódio e os cabos Robson, Rogério e Henrique.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA) está investigando uma série de assassinatos cometidos por policiais militares que atuam no Maranhão à paisana, ou seja, sem fardamento. Eles também são conhecidos como os 'velados'.

Texto: G1-MA 

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