O Poder Judiciário da Comarca de Esperantinópolis - MA, realizou nesta quinta-feira (17) uma sessão do Tribunal do Júri, presidida pela juíza titular Drª. Urbanete de Angiolis Silva, teve como réu o indivíduo, Francisco Messias Filho, vulgo "Mãozinha".


Em razão do fato ocorrido no dia 17 de março de 2016, por volta das 19h, no povoado Centro do Meio, zona tural de Esperantinópolis, por ser um dos mentores intelectuais do crime de homicídio qualificado perpetrado contra as vítimas Antônia Ramos Alves, Manoel Alves de Sousa vulgo "Thor da Bela Vista" e Caique, que na época do crime tinha apenas 09 anos de idade.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, "Mãozinha" foi contratado juntamente com Antônio Teixeira de Oliveira, vulgo "Antônio do Alto", por um empresário chamado Erismar Lopes de Souza para executar Manoel Alves "Thor da Bela Vista". Entretanto, no dia do crime, uma senhora identificada como Antônia e a criança também acabaram mortas por disparos de arma de fogo.

O acusado, foi condenado a 70 anos de prisão pelos três homicídios. A tese do promotor de justiça representado pelo Dr. Francisco Jansen Lopes Sales é que "Mãozinha" teve participação nas três mortes.


O Delegado da época, Dr. Diego Maciel falo sobre o caso "O trabalho da Polícia Judiciária é, dentre outras atribuições, justamente demonstrar as circunstâncias em que o crime ocorreu, indícios de autoria e comprovar a materialidade, de forma a subsidiar o Ministério Público com elementos informativos suficientes para o oferecimento da denúncia. Esse crime que me indagou ocorreu no dia 17/03/16, por volta das 19h, no povoado Centro do Meio, zona rural de Esperantinópolis, mediante disparos de arma de fogo, que vitimou 03 (três) pessoas. Ainda era o Titular da Unidade de Polícia Judiciária de Esperantinópolis, quando esse fato ocorreu e não medimos esforços para esclarecer tal situação de forma cabal. 

Toda a equipe trabalhou de forma incessante para elucidar tal crime. Após uma investigação extremamente técnica conseguimos identificar e prender os autores intelectuais, bem como os executores, de modo a possibilitar o Estado de aplicar ou não a sanção penal adequada, desde que respeitada a decisão do júri popular. 

Dessa forma, mais uma vez, resta clarividente a essencialidade da Polícia Judiciária em todo o Sistema de Justiça". Declarou Diego Maciel Ferreira.

Após encerrada a sessão, a defesa manifestou interesse em fazer um recurso de apelação por não concordar com a responsabilidade do acusado em uma das mortes e entender que os jurados julgaram contrário à prova dos autos. 

Antônio do Alto e Erismar já foram julgados e condenados, há 36 anos e 52 anos de pena, respectivamente, em regime fechado. Reveja AQUI


Com informações: Blog do Carlos Barroso.


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