Nem sempre buscamos ajuda médica quando temos algum sintoma. Para a dor de cabeça, tomamos um analgésico. Depois de malhar, toma-se um relaxante muscular. Para a dor de garganta, compra um anti-inflamatório. E assim, surgem os vícios e perigos da automedicação!

Como existe uma infinidade de medicamentos de venda livre (isto é, vendidos sem receita médica), é muito comum que as pessoas se mediquem em casa, ou com remédios comprados no balcão da farmácia.
Mas, mesmo os comprimidos que parecem totalmente inofensivos podem trazer algum mal para a sua saúde.
Embora a automedicação nunca possa ser feita, existem alguns medicamentos de maior risco, e que precisam ter seu uso evitado e restrito para casos específicos!
Anti-inflamatórios
Naproxeno, cetorpofeno, “cataflan”, e muitos outros anti-inflamatórios podem ser comprados livremente nas farmácias. Muitas vezes, pessoas leigas os utilizam para qualquer tipo de dor ou desconforto.
Existe uma série de efeitos adversos desta classe medicamentosa, devido ao seu mecanismo de ação ocorrer em diversos órgãos e tecidos. Basicamente, eles agem inibindo uma enzima chamada COX, que está envolvida no desencadeamento da dor e inflamação, e também está presente em processos “normais”.
Muitos pacientes desenvolvem gastrite após o uso prolongado de anti-inflamatórios, pois no estômago, a enzima COX (que é inibida pelo medicamento) produz uma camada protetora para o ambiente ácido.
Também, existe uma série de alterações renais quando se usa o medicamento, que pode agravar ou desencadear (em longo prazo) insuficiência renal.
Aspirina (AAS)
O ácido acetilsalicílico, também conhecido por AAS, aspirina ou melhoral infantil, está presente em muitos lares brasileiros.
Embora doses mais baixas sejam efetivas contra a dor e febre, quando em doses mais altas, o medicamento é um potente anticoagulante – e, inclusive, é utilizado em casos de infarto ou após trombose.
Mas, em indivíduos “saudáveis”, seu uso indevido pode aumentar o risco de sangramentos e hemorragias, o que pode colocar a saúde do indivíduo em risco.
Paracetamol
O paracetamol é um medicamento muito utilizado por toda a população, para tratar febre, dores de cabeça, dor muscular, desconfortos em quadros de gripe e resfriado, e muito mais.
Porém, a maioria das pessoas não tem ideia de que este medicamento pode ser letal! Depois de registrar óbitos e intoxicações, comprovou-se que doses superiores a 4g de paracetamol podem levar o paciente à morte.
Isso porque ocorre a metabolização do medicamento no fígado, e quando em altas doses, é como se houvesse uma sobrecarga do órgão, levando a falência hepática.
Pacientes que já apresentam patologias deste órgão (como alcoólatras) podem ter a dose tóxica em quantidades ainda menores, precisando de cuidado dobrado.
Portanto, ingira apenas as doses recomendadas pelo seu médico, e na presença de qualquer sintoma, busque ajuda profissional!

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